Dr. Henrique MouraColoproctologista · Ipatinga-MG Agendar

Cirurgias proctológicas e colorretais

Das cirurgias da região anal às cirurgias do intestino. O que é cada condição, quando o tratamento é cirúrgico e o que considerar antes de decidir.

As cirurgias de menor porte são realizadas no Núcleo Digestivo. As de maior porte, como colectomias e retossigmoidectomias, são feitas em ambiente hospitalar. O local é definido conforme a indicação e confirmado pela equipe no agendamento.

Hemorroidas

Quando o tratamento clínico e os procedimentos de consultório não bastam, a cirurgia pode ser indicada. As opções incluem a hemorroidectomia, a desarterialização hemorroidária e técnicas com laser, escolhidas conforme o tipo e o grau das hemorroidas. Veja os detalhes em tratamento de hemorroidas.

Fissura anal

A cirurgia é reservada para a fissura crônica que não cicatrizou com o tratamento clínico ou com a toxina botulínica. Veja indicações e riscos em fissura anal.

Abscesso anal

É um acúmulo de pus próximo ao ânus ou ao reto, em geral causado pela infecção de uma glândula do canal anal. Provoca dor contínua que piora ao sentar, inchaço, vermelhidão e, às vezes, febre.

O tratamento é a drenagem cirúrgica, que não deve ser adiada. Antibióticos sozinhos não costumam resolver. Depois da drenagem, uma parte dos pacientes desenvolve fístula anal.

Dor anal intensa com febre ou inchaço que aumenta rápido pede avaliação no mesmo dia, em pronto atendimento.

Fístula anal

É um trajeto, como um pequeno túnel, que liga o interior do canal anal à pele ao redor do ânus. Na maioria das vezes surge depois de um abscesso. Os sinais mais comuns são saída de secreção ou pus por um orifício na pele, dor e inflamações que se repetem.

O tratamento é cirúrgico. A técnica depende do trajeto e de quanto músculo do esfíncter ele atravessa, o que pode exigir exames de imagem antes da operação. Em casos selecionados, pode ser usado laser. Em fístulas complexas, o tratamento pode ser feito em etapas.

Os principais pontos discutidos antes da cirurgia são a chance de a fístula voltar e o risco de alteração da continência, que variam conforme o tipo de fístula e a técnica.

Plicoma anal

É um excesso de pele na borda do ânus, benigno, que pode ficar depois de uma trombose hemorroidária, de uma fissura ou da gestação. Muitas vezes não causa sintomas.

A retirada é considerada quando o plicoma dificulta a higiene, causa irritação ou incômodo. É um procedimento de pequeno porte. Há um período de desconforto local durante a cicatrização, e a indicação é sempre individual.

Doença pilonidal

Acontece na região entre as nádegas, próxima ao cóccix. Pelos e detritos penetram na pele e formam um cisto, que pode inflamar e virar abscesso. É mais comum em adultos jovens.

Na fase de abscesso, o tratamento é a drenagem. Para os casos que se repetem, existem diferentes técnicas, das menos invasivas, incluindo o laser em casos selecionados, às que retiram toda a área doente. A doença pode voltar depois de qualquer técnica, e os cuidados locais após a cirurgia ajudam a reduzir esse risco.

Colectomia

É a retirada de uma parte do intestino grosso (cólon), seguida da religação das partes que ficam. Pode ser indicada no câncer de cólon, em pólipos que não podem ser retirados pela colonoscopia, na doença diverticular complicada e em algumas situações das doenças inflamatórias intestinais.

Conforme o caso, pode ser feita por cirurgia aberta ou por vídeo (laparoscopia). É uma cirurgia de grande porte, realizada em hospital, com internação.

Retossigmoidectomia

É a retirada da parte final do cólon (sigmoide) e de parte do reto. As indicações mais comuns são o câncer do reto e do sigmoide, a doença diverticular complicada e algumas formas de endometriose profunda.

Em alguns casos, é necessário fazer uma ostomia temporária, que protege a emenda do intestino enquanto ela cicatriza e é fechada depois. Essa possibilidade é discutida antes da cirurgia.

Endometriose profunda com acometimento intestinal

Na endometriose profunda, focos da doença podem atingir a parede do intestino, em geral o reto e o sigmoide, e causar dor ao evacuar, alterações do hábito intestinal e sangramento no período menstrual.

Quando a cirurgia é indicada, ela costuma ser planejada em conjunto com a equipe de ginecologia. A técnica depende da profundidade e da extensão das lesões: pode ir da retirada do foco na superfície do intestino até a retirada de um segmento.

Riscos das cirurgias do intestino

Colectomias e retossigmoidectomias podem ter complicações como sangramento, infecção, demora para o intestino voltar a funcionar e falha na emenda do intestino, que pode exigir nova cirurgia. O risco varia conforme a doença, a técnica e as condições de cada paciente, e é explicado em detalhe antes da decisão.

Antes de qualquer cirurgia

  • A indicação é definida em consulta, depois do exame e dos exames complementares necessários.
  • Alternativas, riscos e recuperação esperada são explicados antes e registrados em termo de consentimento.
  • O tempo de recuperação varia conforme o procedimento e a pessoa.
  • Algumas cirurgias podem ser realizadas pelo plano de saúde, conforme a cobertura.

Agendamento

Conteúdo revisado por Dr. Henrique Moura, Médico · CRM-MG 67487 · Coloproctologia · RQE 48294.

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