1. Quando há sintomas
Nessa situação, o exame serve para investigar, em qualquer idade. Os sintomas que mais levam à indicação são:
- Sangramento nas fezes.
- Anemia por falta de ferro sem causa definida.
- Diarreia ou constipação que surgiram e persistem por semanas.
- Perda de peso sem explicação.
- Teste de sangue oculto nas fezes positivo.
2. Na idade de rastreio
Rastreio é o exame feito em quem não sente nada. O câncer colorretal costuma se desenvolver devagar, a partir de pólipos que podem ser encontrados e retirados.
- A Sociedade Brasileira de Coloproctologia recomenda iniciar o rastreio aos 45 anos em pessoas de risco médio.
- No SUS, o protocolo nacional adotado em 2026 indica o teste imunoquímico fecal (FIT), um exame de fezes, a cada dois anos, dos 50 aos 75 anos. Se o resultado for positivo, o passo seguinte é a colonoscopia.
As duas recomendações convivem porque partem de critérios diferentes: uma olha para o risco individual, a outra para o que é viável oferecer a toda a população. Minha opinião profissional é que a idade e o exame devem ser decididos em consulta, e que o melhor exame de rastreio é aquele que a pessoa de fato realiza.
3. Quando o risco é maior
Algumas pessoas precisam começar antes e repetir com mais frequência:
- Parente de primeiro grau (pai, mãe, irmãos ou filhos) com câncer colorretal ou pólipos avançados.
- Doença de Crohn ou retocolite ulcerativa de longa duração.
- Pólipos ou câncer de intestino já tratados.
- Síndromes hereditárias, como a síndrome de Lynch e a polipose familiar.
E depois do primeiro exame?
O intervalo até a próxima colonoscopia depende do que foi encontrado. Um exame normal, com bom preparo, permite um intervalo longo. Pólipos retirados encurtam esse prazo, conforme o tipo, o tamanho e a quantidade.
Veja como é o exame, o preparo e os riscos na página sobre colonoscopia em Ipatinga.