Dr. Henrique MouraColoproctologista · Ipatinga-MG Agendar

Quando fazer colonoscopia?

A colonoscopia é indicada em três situações: quando há sintomas, quando chega a idade de rastreio e quando o histórico pessoal ou familiar aumenta o risco.

1. Quando há sintomas

Nessa situação, o exame serve para investigar, em qualquer idade. Os sintomas que mais levam à indicação são:

  • Sangramento nas fezes.
  • Anemia por falta de ferro sem causa definida.
  • Diarreia ou constipação que surgiram e persistem por semanas.
  • Perda de peso sem explicação.
  • Teste de sangue oculto nas fezes positivo.

2. Na idade de rastreio

Rastreio é o exame feito em quem não sente nada. O câncer colorretal costuma se desenvolver devagar, a partir de pólipos que podem ser encontrados e retirados.

  • A Sociedade Brasileira de Coloproctologia recomenda iniciar o rastreio aos 45 anos em pessoas de risco médio.
  • No SUS, o protocolo nacional adotado em 2026 indica o teste imunoquímico fecal (FIT), um exame de fezes, a cada dois anos, dos 50 aos 75 anos. Se o resultado for positivo, o passo seguinte é a colonoscopia.

As duas recomendações convivem porque partem de critérios diferentes: uma olha para o risco individual, a outra para o que é viável oferecer a toda a população. Minha opinião profissional é que a idade e o exame devem ser decididos em consulta, e que o melhor exame de rastreio é aquele que a pessoa de fato realiza.

3. Quando o risco é maior

Algumas pessoas precisam começar antes e repetir com mais frequência:

  • Parente de primeiro grau (pai, mãe, irmãos ou filhos) com câncer colorretal ou pólipos avançados.
  • Doença de Crohn ou retocolite ulcerativa de longa duração.
  • Pólipos ou câncer de intestino já tratados.
  • Síndromes hereditárias, como a síndrome de Lynch e a polipose familiar.

E depois do primeiro exame?

O intervalo até a próxima colonoscopia depende do que foi encontrado. Um exame normal, com bom preparo, permite um intervalo longo. Pólipos retirados encurtam esse prazo, conforme o tipo, o tamanho e a quantidade.

Veja como é o exame, o preparo e os riscos na página sobre colonoscopia em Ipatinga.

Fontes: Sociedade Brasileira de Coloproctologia e Ministério da Saúde (protocolo de rastreamento com teste imunoquímico fecal, 2026). Atualizado em 11 de outubro de 2026. Revisado por Dr. Henrique Moura, Médico · CRM-MG 67487 · Coloproctologia · RQE 48294. Conteúdo educativo, que não substitui a consulta médica.

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